Finalmente assisti o meu primeiro dos clássicos suspenses do grande mestre nessa arte. Sempre evitei os suspenses, pois estes muitas vezes perdem-se no terror e pra mim perdem a graça. Os suspenses não tem que assustar, tem de nos roubar o sono e a atenção.
Para um suspense bastar-se nele mesmo não é preciso o medo do improvável, você já sabe que o improvável existe, nada é enigmático o suficiente para que não passe despercebido. Descomplicando o que escrevi, nada é impossível.
Pode tudo acontecer, você fica tão vidrado no que vê, ouve e sente que os maiores absurdos tornam-se aceitáveis, passam despercebidos em meio a rede criada.
Não sei se é porque já vi a cena do assassinato no chuveiro, ou porque já vi tantos trechos inspirados nesse filme, mas ele até é bem previsível.
Pelos sorrisos, inquietação e pelo título já estamos pré parados para saber o que se passa.
Não deixa de ser um excelente suspense. Seria um disparate eu, na minha humilde análise de um clássico, menosprezá-lo. Adorei o filme, mas ele é previsível.
Não pude deixar de sentir vontade de rir. A câmera por vezes foca em detalhes. Se eu fosse fazer uma releitura, com certeza, adicionaria uma pitadela de comédia.
Os detalhes eram tão perfeitos, tão apáticos, que mereciam sair da normalidade. Mereciam algo de errado, algo fora do lugar. Havia tanta delicadeza e cuidado que, para a história ser recontada, ficaria melhor desconstruída.
Um bom exemplo de reconstrução envolve o quadro favorito de meu avô e o autor de Guernica. Picasso fez uma p... releitura de As Meninas de Velasquez. Na verdade foram releituras no plural, anos de análises e reconstrução.
Velasquez é tão super que para ter seu quadro mais famoso revisto, só por
uma proposta que, em primeira vista, fosse muito diferente. Picasso trouxe
a comédia ao suspense, o terror não caberia.
Voltando a Terra, e ao filme que assisti, o fato de ser em preto e branco é um espetáculo. A cores o filme não seria tão fora de série, pode escrever. A graça está nas tonalidades griz. É o cinza quem ajuda a esconder as identidades previsíveis.
A trilha sonora já amava antes de assistir, hehe. Se tem algo que sei valorizar é uma boa sonoplastia. E não por conhecimento, é porque minha memória (a pouca que ainda tenho) é sonora. Os sons me envolvem facilmente.
Em Psicose toda a emoção é aflorada em sons. Toda. Não só o assassinato da atriz que mÓrreu a alguns meses com medo de chuveiro. Os compassos ditam o ritmo do filme. Denunciam o que está por vir.
Talvez seja por isso que previ, não querendo prever, o que vinha adiante. A música entrega tudo. Mais do que os olhos atentos, os ouvidos são importantes ferramentas para observar um filme, e ainda mais, um suspense.
Em que cada passo, cada respiro, cada porta, cada assoalho de madeira, cada tecido e o vento na janela ambientam não só a cena, mas as consequências dela nos sucessivos eventos.
Já escrevi muito, e não faço suspense suficiente em meus textos para que fiquem atraentes até as últimas palavras. Isso somado a ausência de ligação do que escrevo com o propósito do blog (viagens!) transformam a sua leitura em quase impossível.
Vou escrever mais sobre viagens de verdade. Não prometo, mas vou tentar. =)
Mais infos sobre o filme Psicose de Alfred Hitchcock aqui.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mãe, vou ser jornalista
Asssisti pela primeira vez Todos os homens do presidente. Seria um filme normal, em uma noite normal em que eu, sem vontade de dormir resolvo matar o tempo com besteiras e pipocas na cabeça. Normal se não fosse um tempo que poderia utilizar para fazer meu trabalho atrasado de um mês, normal se o filme não me abrisse os olhos e me metesse medo.
Em fato o filme conta a história do maior furo de reportagem dos EstadosUnidos, o Caso Watergate, que desmenbra um big esquema da campanha de reeleição do presidente Nixon. Um grande e trabalhoso trabalho de investigação, cheio das fontes milagrosas e listas de possíveis fontes, como contam os professores que era na redação.
Para mim já seria interessante isso, poderia ser até um daqueles documentários com entrevistados falando de forma pausada e fumando charuto, mas a todo um lado de suspense hollywoodiano que me encanta. Adoro um bom suspense, e esse é um deles.
Ter meu ator-clássico favorito como um dos protagonistas também ajudou um bocado para que eu devorasse o filme, Dustin Hoffmann esteve ótimo, entre um cigarro e um café-de-fonte e outro. O outro ator eu ainda não conhecia, minha voracidade cinéfila é recente, não me condenem.
Mas foi através do olhar do outro, Robert Redford, que cheguei a conclusão pessoal de p... merda, eu sei o que quero. Foi através dos olhos a brilhare tentar esconder a emoção. Foi saber o que ele sentia. Foi entender o quanto isso era esperado e que nada naquele momento seria mais agradável e palpitante do que perceber nas palavras de alguém A história.
Sei exatamente que é isso o que quero sentir em toda a minha vida. Todas as dúvidas, e intempéries que me rodeiam desde o começo do caminho acadêmico foram anuladas. Nunca as tive. Eu sempre soube o que queria. O medo as criou para que eu pudesse buscar alternativas.
Para que eu encontrasse outra coisa para fazer, algo mais seguro, mais estável, menos frustrante.
O mais bizarro e forjado em conciência é que começei a assistir no dia do jornalista. Que piada de mau gosto. Não vou mentir que foi minha segunda opção, mas certamente um dos meus eus deve ter calculado esse pimba! toma essa garota! Encara de frente esse leão vestido de medo e arranca a sua cabeça!
Pena estar sem internet para publicar agora, 01h53 no horário de Porto. Seria muito mais interessante, sem contar o fato de que no Brésil não são nem dez da noite e todos estão acordados. Talvez seja melhor assim.
Quem sabe tudo não passa de empolgação por um bom filme. Quem sabe é tão bom que todos querem sair com uma caneta e um bloquinho e gritar SOU JORNALISTA!
E todos podem, pelo menos no Brasil.
Assistam e me digam se é isso mesmo.
Quem já assistiu me diz também?
Mais infos do filme aqui
Em fato o filme conta a história do maior furo de reportagem dos EstadosUnidos, o Caso Watergate, que desmenbra um big esquema da campanha de reeleição do presidente Nixon. Um grande e trabalhoso trabalho de investigação, cheio das fontes milagrosas e listas de possíveis fontes, como contam os professores que era na redação.
Para mim já seria interessante isso, poderia ser até um daqueles documentários com entrevistados falando de forma pausada e fumando charuto, mas a todo um lado de suspense hollywoodiano que me encanta. Adoro um bom suspense, e esse é um deles.
Ter meu ator-clássico favorito como um dos protagonistas também ajudou um bocado para que eu devorasse o filme, Dustin Hoffmann esteve ótimo, entre um cigarro e um café-de-fonte e outro. O outro ator eu ainda não conhecia, minha voracidade cinéfila é recente, não me condenem.
Mas foi através do olhar do outro, Robert Redford, que cheguei a conclusão pessoal de p... merda, eu sei o que quero. Foi através dos olhos a brilhare tentar esconder a emoção. Foi saber o que ele sentia. Foi entender o quanto isso era esperado e que nada naquele momento seria mais agradável e palpitante do que perceber nas palavras de alguém A história.
Sei exatamente que é isso o que quero sentir em toda a minha vida. Todas as dúvidas, e intempéries que me rodeiam desde o começo do caminho acadêmico foram anuladas. Nunca as tive. Eu sempre soube o que queria. O medo as criou para que eu pudesse buscar alternativas.
Para que eu encontrasse outra coisa para fazer, algo mais seguro, mais estável, menos frustrante.
O mais bizarro e forjado em conciência é que começei a assistir no dia do jornalista. Que piada de mau gosto. Não vou mentir que foi minha segunda opção, mas certamente um dos meus eus deve ter calculado esse pimba! toma essa garota! Encara de frente esse leão vestido de medo e arranca a sua cabeça!
Pena estar sem internet para publicar agora, 01h53 no horário de Porto. Seria muito mais interessante, sem contar o fato de que no Brésil não são nem dez da noite e todos estão acordados. Talvez seja melhor assim.
Quem sabe tudo não passa de empolgação por um bom filme. Quem sabe é tão bom que todos querem sair com uma caneta e um bloquinho e gritar SOU JORNALISTA!
E todos podem, pelo menos no Brasil.
Assistam e me digam se é isso mesmo.
Quem já assistiu me diz também?
Mais infos do filme aqui
sábado, 3 de abril de 2010
Se a demissão não vai até Mariana, Mariana se demite
E foi isso o que aconteceu em uma quinta-feira chuvosa de Porto. Mariana cansou de atender ligações de forma educada em um português brasileiro e pediu as contas. Escrito assim perde um pouco da graça. Vou começar a história do começo. Prometo que vou tentar ser breve, ok?
Então vamos lá.
Era uma vez uma menina (porque todas as mulheres entre os 5 e os 50 em Portugal são chamadas assim) que tinha dois patinhos de idade e estava completamente perdida em um lugar estranho. Não sabia o que estudar, onde morar e nem como ganhar dinheiro.
Foi quando ela ligou seu notebook e procurou por empregos. Genial. Google e seus amiguinhos mostrando oportunidades. Depois de conferir as últimas fotos, ler vários mini leads de menos de 140 caractéres de colegas sobre o fim das férias e recusar uns três convites para abrir uma fazendinha, a menina encontrou um anúncio que gostou bastante.
Você, que é ambicioso, comunicativo e criativo e quer ganhar uma graninha não perca esta oportunidade! São apenas quatro horas diárias, segunda a sexta, e fora do horário de estudos. Entre em contato conosco! Uhul!
Uau. Era isso mesmo o que era preciso.
A menina dos dois patinhos logo telefonou, marcou hora, passou pela entrevista, passou pela semana de teste e estranhamente já estava assinando um papel. Tudo foi tão rápido que não durou um mês inteiro. Mas não deu certo.
O comunicativo era pra falar por quatro horas pelo telefone. Isso tudo certo, a menina já havia se acostumado com esse artigo tecnológico a uns dois anos quando atendia ouvintes em um programa de rádio. O criativo era pra saber inovar e cativar cada cliente, eram as vendas pensando em cada tipo de pessoa. E isso foi difícil. Vender nunca tinha vendido. Guardem segredo, a menina vendia as rifas da escola para parentes.
O que pegou foi o ambicioso. Todos os dias essa palavra brigava com a menina e a intrigava. Ela recusava-se a tratar todos do outro lado da linha como possíveis clientes e nada mais. E isso não está certo, não pra quem quer vender. Portanto estava errada em um mundo certo, mas não para ela.
Mas tudo foi tão rápido e tão longo. Tão fácil e tão custoso. Tão agradável e tão enojado, que não houve mais espaço para tentativas. A menina tomou coragem e disse que não queria mais. E foi o fim. O fim de um começo em um emprego bacana, só que não para ela. Recompensador, mas não para ela. Um ambiente de trabalho e colegas queridos, mas que não reconfortavam a pressão da palavra ambição.
Depois de dizer tchau, deixar anotações e abrir a porta ao mesmo tempo que lembrava-se do guarda-chuva no cesto, e voltar para buscá-lo, o sorriso voltou ao seu rosto. A palavra temida vai ter que aguardar mais um pouco e a menina fez parar a chuva. Mandou mensagem internacional, ligou para seu amigo e olhou para um belo arco-íris, tão clichê e verdadeiro quanto escrever que isso é clichê e verdadeiro.
Fim
See ya
Então vamos lá.
Era uma vez uma menina (porque todas as mulheres entre os 5 e os 50 em Portugal são chamadas assim) que tinha dois patinhos de idade e estava completamente perdida em um lugar estranho. Não sabia o que estudar, onde morar e nem como ganhar dinheiro.
Foi quando ela ligou seu notebook e procurou por empregos. Genial. Google e seus amiguinhos mostrando oportunidades. Depois de conferir as últimas fotos, ler vários mini leads de menos de 140 caractéres de colegas sobre o fim das férias e recusar uns três convites para abrir uma fazendinha, a menina encontrou um anúncio que gostou bastante.
Você, que é ambicioso, comunicativo e criativo e quer ganhar uma graninha não perca esta oportunidade! São apenas quatro horas diárias, segunda a sexta, e fora do horário de estudos. Entre em contato conosco! Uhul!
Uau. Era isso mesmo o que era preciso.
A menina dos dois patinhos logo telefonou, marcou hora, passou pela entrevista, passou pela semana de teste e estranhamente já estava assinando um papel. Tudo foi tão rápido que não durou um mês inteiro. Mas não deu certo.
O comunicativo era pra falar por quatro horas pelo telefone. Isso tudo certo, a menina já havia se acostumado com esse artigo tecnológico a uns dois anos quando atendia ouvintes em um programa de rádio. O criativo era pra saber inovar e cativar cada cliente, eram as vendas pensando em cada tipo de pessoa. E isso foi difícil. Vender nunca tinha vendido. Guardem segredo, a menina vendia as rifas da escola para parentes.
O que pegou foi o ambicioso. Todos os dias essa palavra brigava com a menina e a intrigava. Ela recusava-se a tratar todos do outro lado da linha como possíveis clientes e nada mais. E isso não está certo, não pra quem quer vender. Portanto estava errada em um mundo certo, mas não para ela.
Mas tudo foi tão rápido e tão longo. Tão fácil e tão custoso. Tão agradável e tão enojado, que não houve mais espaço para tentativas. A menina tomou coragem e disse que não queria mais. E foi o fim. O fim de um começo em um emprego bacana, só que não para ela. Recompensador, mas não para ela. Um ambiente de trabalho e colegas queridos, mas que não reconfortavam a pressão da palavra ambição.
Depois de dizer tchau, deixar anotações e abrir a porta ao mesmo tempo que lembrava-se do guarda-chuva no cesto, e voltar para buscá-lo, o sorriso voltou ao seu rosto. A palavra temida vai ter que aguardar mais um pouco e a menina fez parar a chuva. Mandou mensagem internacional, ligou para seu amigo e olhou para um belo arco-íris, tão clichê e verdadeiro quanto escrever que isso é clichê e verdadeiro.
Fim
See ya
segunda-feira, 15 de março de 2010
Desabafo não religioso
Nessa noite tenebrosa de um sábado desperdiçado, afinal, se não é para orar ou manifestar a vontade de um todo poderoso, não se pode fazer nada, resolvi fazer algo de útil para preencher algo que não sei se é vazio.
Resolvi escrever parafernalhas que esqueci que era capaz de fazer. E não me digam que aprendemos a escrever isso na faculdade porque não é verdade. A criatividade dos textos jornalísticos limita-se ao tema e aos caracteres disponíveis.
Por falar em verdade, criatividade, e todas as palavras com sufixo parecido, me lembrei do meu atual desafio: mastigar todos os papos pseudo-religiosos e bíblicos que me bombardeiam todos os dias. A bíblia é sagrada, sobreviveu a milênios, assim como as histórias que traz, escritas por homens de bem e do bem, dizendo que foram amigos de Jesus, e antes disso, que sabiam da
sua chegada.
O que as pessoas de cunho religioso (para parafrasear o costume do meu querido curso de jornalismo, que adota cunhos as turmas recém chegadas) precisavam saber é que para "estudar a bíblia" é preciso conhecê-la, desde sua origem, e como livro, não como mero repositório da palavra divina.
A bíblia é tão duradoura porque? Porque Deus assim quis? Essa resposta já satisfaz? Olha, isso não me basta. Preciso saber qual sua data de surgimento aproximada. E as milhões de traduções ocorreram em que contexto? Porque esses textos foram selecionados e não outros? E as histórias que a Bíblia traz, muitas são anteriores ao próprio livro, como foram organizadas? E suas influências?
Platão escrever em A República (O livro da parábola da caverna, das pessoas presas dentro dela viradas para uma parede...tente puxar na lembrança a sua aula de filosofia do ensino médio, ou não) a respeito de um mundo visível e um mundo inteligível, ou seja, uma realidade a qual percebemos de cara e uma outra utópica e de difícil acesso, me soa muito parecido com tudo isso de justiça divina e escolhidos e céu e tantas outras palavrinhas rebuscadas.
É muito fácil criar uma verdade única, indissociável e onipotente perante a toda uma vida terrena e sem brindes ou lembrancinhas. Imaginar um Deus Papai Noel, que vai te dar um presentinho no final dos tempos, a vida eterna, mas que para recebê-lo é preciso se comportar direitinho!Não só durante o ano, mas por toda a sua vida!
Justificar todos os fracassos, escolhas erradas, desânimo com a vida, infelicidade e, por que não, para usar uma expressão modernosa, depressão, com o desapego pelos sentimentos terrenos e esperança da volta de Jesus Cristo. Não preocupe-se em ser feliz agora, sua vida pode ser um tédio, mas não faças nada para ser feliz, logo o show acaba e não haverá mais tristezas! Porque o fim do mundo está próximo e serais salvo!
Agora me diga, saída fácil essa não? Acreditar em Deus eu acredito, e olhe que há quem não admita, mas daí para acreditar em tudo o que me dizem que está escrito em um livro sem eu ler nem mesmo a tradução, quiçá o original, já é um pouco demais.
Se Deus é tão onipresente, onipotente e nos ama, é óbvio que ele quer a nossa felicidade. Se de brinde no fim do mundo vai nos dar a vida eterna, penso que o critério deveria ser valorizar aqueles que dão real valor a sua vida. Viver a esperar não é viver, me desculpe, é sobreviver. Deixar de ter sonhos nessa vida ao sonhar com outra vida é adiar o maior milagre que Ele nos dá. Acordar todos os dias com a esperança de um maravilhoso recomeço de 24 horas.
Não há idade, sexo, traumas, tumultos, conflitos, estatura, defeitos que nos impeçam de acordar para um novo dia, ou de não acordar e ver a noite passar, bem ou mal acompanhado.
Encarar a vida como um faz de conta que precede um sonho-realidade é menosprezar um grande presente. É não valorizar as pequenas coisas, é não respeitar as pessoas em suas diversas crenças. É impor uma verdade a quem tem outra, ou até mesmo outras. É tentar esquecer as desavenças sofridas da forma mais terrível que há, negando a sua identidade. Assumindo para si palavras que não lhe pertencem.
As frases de efeito como Ame ao próximo como a ti mesmo precisam ser sentidas, e não aceitas da forma com que alguém disse, leu, escreveu, proclamou que deveria ser.
O meu desabafo não é em vão. Eu creio em um ser superior, um espírito de paz e harmonia que rege o universo. Não vou ser hipócrita e negar minhas verdades para soar bem. Acredito em Deus, tenho fé, e tenho orgulho disso. Ou não tenho orgulho, para não usar uma palavra forte, mas sinto a energia de Deus em meu coração representativo.
O que não aceito é tentarem me converter com medos e ameaças impensadas, incumbidos e embutidos em rostos simpáticos e tentativas bonitas, mas infortunas de salvar o próximo. Não aceito ser privada de me sentir bem ao viver neste e não em outro mundo. E acima de tudo, de tentar fechar meus olhos para enxergar apenas uma versão dos fatos, quando sabemos que não há apenas duas (a do bem e a do mal), seja qual for a situação.
Resolvi escrever parafernalhas que esqueci que era capaz de fazer. E não me digam que aprendemos a escrever isso na faculdade porque não é verdade. A criatividade dos textos jornalísticos limita-se ao tema e aos caracteres disponíveis.
Por falar em verdade, criatividade, e todas as palavras com sufixo parecido, me lembrei do meu atual desafio: mastigar todos os papos pseudo-religiosos e bíblicos que me bombardeiam todos os dias. A bíblia é sagrada, sobreviveu a milênios, assim como as histórias que traz, escritas por homens de bem e do bem, dizendo que foram amigos de Jesus, e antes disso, que sabiam da
sua chegada.
O que as pessoas de cunho religioso (para parafrasear o costume do meu querido curso de jornalismo, que adota cunhos as turmas recém chegadas) precisavam saber é que para "estudar a bíblia" é preciso conhecê-la, desde sua origem, e como livro, não como mero repositório da palavra divina.
A bíblia é tão duradoura porque? Porque Deus assim quis? Essa resposta já satisfaz? Olha, isso não me basta. Preciso saber qual sua data de surgimento aproximada. E as milhões de traduções ocorreram em que contexto? Porque esses textos foram selecionados e não outros? E as histórias que a Bíblia traz, muitas são anteriores ao próprio livro, como foram organizadas? E suas influências?
Platão escrever em A República (O livro da parábola da caverna, das pessoas presas dentro dela viradas para uma parede...tente puxar na lembrança a sua aula de filosofia do ensino médio, ou não) a respeito de um mundo visível e um mundo inteligível, ou seja, uma realidade a qual percebemos de cara e uma outra utópica e de difícil acesso, me soa muito parecido com tudo isso de justiça divina e escolhidos e céu e tantas outras palavrinhas rebuscadas.
É muito fácil criar uma verdade única, indissociável e onipotente perante a toda uma vida terrena e sem brindes ou lembrancinhas. Imaginar um Deus Papai Noel, que vai te dar um presentinho no final dos tempos, a vida eterna, mas que para recebê-lo é preciso se comportar direitinho!Não só durante o ano, mas por toda a sua vida!
Justificar todos os fracassos, escolhas erradas, desânimo com a vida, infelicidade e, por que não, para usar uma expressão modernosa, depressão, com o desapego pelos sentimentos terrenos e esperança da volta de Jesus Cristo. Não preocupe-se em ser feliz agora, sua vida pode ser um tédio, mas não faças nada para ser feliz, logo o show acaba e não haverá mais tristezas! Porque o fim do mundo está próximo e serais salvo!
Agora me diga, saída fácil essa não? Acreditar em Deus eu acredito, e olhe que há quem não admita, mas daí para acreditar em tudo o que me dizem que está escrito em um livro sem eu ler nem mesmo a tradução, quiçá o original, já é um pouco demais.
Se Deus é tão onipresente, onipotente e nos ama, é óbvio que ele quer a nossa felicidade. Se de brinde no fim do mundo vai nos dar a vida eterna, penso que o critério deveria ser valorizar aqueles que dão real valor a sua vida. Viver a esperar não é viver, me desculpe, é sobreviver. Deixar de ter sonhos nessa vida ao sonhar com outra vida é adiar o maior milagre que Ele nos dá. Acordar todos os dias com a esperança de um maravilhoso recomeço de 24 horas.
Não há idade, sexo, traumas, tumultos, conflitos, estatura, defeitos que nos impeçam de acordar para um novo dia, ou de não acordar e ver a noite passar, bem ou mal acompanhado.
Encarar a vida como um faz de conta que precede um sonho-realidade é menosprezar um grande presente. É não valorizar as pequenas coisas, é não respeitar as pessoas em suas diversas crenças. É impor uma verdade a quem tem outra, ou até mesmo outras. É tentar esquecer as desavenças sofridas da forma mais terrível que há, negando a sua identidade. Assumindo para si palavras que não lhe pertencem.
As frases de efeito como Ame ao próximo como a ti mesmo precisam ser sentidas, e não aceitas da forma com que alguém disse, leu, escreveu, proclamou que deveria ser.
O meu desabafo não é em vão. Eu creio em um ser superior, um espírito de paz e harmonia que rege o universo. Não vou ser hipócrita e negar minhas verdades para soar bem. Acredito em Deus, tenho fé, e tenho orgulho disso. Ou não tenho orgulho, para não usar uma palavra forte, mas sinto a energia de Deus em meu coração representativo.
O que não aceito é tentarem me converter com medos e ameaças impensadas, incumbidos e embutidos em rostos simpáticos e tentativas bonitas, mas infortunas de salvar o próximo. Não aceito ser privada de me sentir bem ao viver neste e não em outro mundo. E acima de tudo, de tentar fechar meus olhos para enxergar apenas uma versão dos fatos, quando sabemos que não há apenas duas (a do bem e a do mal), seja qual for a situação.
Infância superada
Eu que vivo falando em aceitar limitações e trabalhar para superá-las (isso pra quem me conhece o suficiente para saber que apesar de ter um parafuso solto sou legal), me percebi jogando essa teoria na merda no dia de hoje.
Imaginem uma mulher, nos seus vinte e poucos anos, a brincar com rapazotes de dez anos. E não só brincar de futebol, ou videogame. Mas joguinhos mais bobinhos, estilo elefante colorido português.
Ê laiá. Foi a farra. Era uma bola daquelas pequenas colecionáveis que se ganha em promoção de posto de gasolina, três muleques e uma atrapalhada a correr. Só de me imaginar nessa cena já vejo que não poderia dar certo. Mas é que estava frio, um vento de gelar a espinha e eu precisava me movimentar.
Eu corri, pulei, dei gargalhadas, falei "isso não vale", e o gran finale, como acontece também em todos os flashback de minha infância, me machuquei. Eeee. Não bastava recordar as brincadeiras, isso seria pouco. Eu precisava sentir na pele a emoção de ser criança.
E não só na pele, mas no sobrecilho.
Os quatro correndo, quando no elefante colorido português chamam a cor do meu amiguinho. O problema é que eu estava entre ele e a bola. Eu queria fugir, ele queria a redonda. Isso não teria problemas em qualquer outro momento. Mas quando duas crianças cabeça duras, determinadas e ansiosas se cruzam, grandes pancadas podem acontecer.
De repente me vi caída ao chão, com uma dor cortante sobre o olho, e gritando "acabou a brincadeira". Acordei então do sonho impossível com a certeza de que esse tempo acabou.E ainda bem.
PS: Essa notícia é antiga, para manter a desatualização do blog. Isso foi no sábado e meu olho continua roxo. BEM legal!
Imaginem uma mulher, nos seus vinte e poucos anos, a brincar com rapazotes de dez anos. E não só brincar de futebol, ou videogame. Mas joguinhos mais bobinhos, estilo elefante colorido português.
Ê laiá. Foi a farra. Era uma bola daquelas pequenas colecionáveis que se ganha em promoção de posto de gasolina, três muleques e uma atrapalhada a correr. Só de me imaginar nessa cena já vejo que não poderia dar certo. Mas é que estava frio, um vento de gelar a espinha e eu precisava me movimentar.
Eu corri, pulei, dei gargalhadas, falei "isso não vale", e o gran finale, como acontece também em todos os flashback de minha infância, me machuquei. Eeee. Não bastava recordar as brincadeiras, isso seria pouco. Eu precisava sentir na pele a emoção de ser criança.
E não só na pele, mas no sobrecilho.
Os quatro correndo, quando no elefante colorido português chamam a cor do meu amiguinho. O problema é que eu estava entre ele e a bola. Eu queria fugir, ele queria a redonda. Isso não teria problemas em qualquer outro momento. Mas quando duas crianças cabeça duras, determinadas e ansiosas se cruzam, grandes pancadas podem acontecer.
De repente me vi caída ao chão, com uma dor cortante sobre o olho, e gritando "acabou a brincadeira". Acordei então do sonho impossível com a certeza de que esse tempo acabou.E ainda bem.
PS: Essa notícia é antiga, para manter a desatualização do blog. Isso foi no sábado e meu olho continua roxo. BEM legal!
sábado, 13 de março de 2010
Estou sim
Muito boa noite, fala Mariana Justina.
É possível falar com o leitor de plantão do blog abandonado?
Ah, ele não se encontra...e há alguém responsável pela leitura com quem eu possa conversar?
Não? Certo...em que outro dia posso entrar em contaCto?
Está bem, volto a escrever na próxima semana. Com licença.
É possível falar com o leitor de plantão do blog abandonado?
Ah, ele não se encontra...e há alguém responsável pela leitura com quem eu possa conversar?
Não? Certo...em que outro dia posso entrar em contaCto?
Está bem, volto a escrever na próxima semana. Com licença.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Um título com vírgula, só com verbo de ligação, que não diz nada e é muito longo
Faraó pediu para eu escrever mais e eu obedeci. O título da postagem deveria ser de volta do abandono dois, mas me recuso, de verdade. Hehe
Tenho viajado muito em pensamentos nos últimos dias, e posso dizer que o que não cresci em seis meses com certeza cresci nas últimas três semanas. Sabe aquela história tudo novo, de novo? Resolvi prolongar minha temporada em Porto, mudei de casa, mudei de estilo de disciplinas, estou trabalhando...um recomeço em terra distante.
Mas apesar de todo o turbilhão emocinal pelo qual passei estou com mais tempo para refletir. Talvez porque a viagem do ônibus até o centro esteja mais demorada - ou porque estou estudando coisas como as interpretações simbólicas de obras de arte do renascimento, haha - só sei que o nada sei é meu atual estado de espírito.
Há três semanas parei para escrever o que me fazia ficar e o que me fazia voltar. Pode parecer ridículo, mas seis meses em uma cidade como Porto, passando a maior parte de um monótono inverno, não são fáceis. E não é só saudade, é o clima, são as pessoas, tudo vai aos poucos cansando e bate a vontade de deixar isso para trás. Mas sem enrolações, no que escrevi em minhas listas, percebi que não havia motivo para eu ficar.
E isso me intrigou de um jeito que parei, pensei e cheguei a conclusão que eu não é porque eu não via os motivos que eles não existam. E começou aí minha jornada rumo ao autoconhecimneto. Huhauahauh
Talvez seja um espaço vazio entre momentos importantes, ou apenas uma pausa na correria que vivo a muito tempo. Um tempo para mim e para mais ninguém, ou então algo maior que ainda não sei. Talvez eu precise saber como é viver sem objetivos delimitados, vai saber. Eu não sei.
Só sei que, como disse para o meu amigo João no dia de ontem, tenho mais medo de não mudar do que da própria mudança. E isso ajuda a encarar de frente os novos desafios. Apesar de me deixar mais entediante.
Tenho viajado muito em pensamentos nos últimos dias, e posso dizer que o que não cresci em seis meses com certeza cresci nas últimas três semanas. Sabe aquela história tudo novo, de novo? Resolvi prolongar minha temporada em Porto, mudei de casa, mudei de estilo de disciplinas, estou trabalhando...um recomeço em terra distante.
Mas apesar de todo o turbilhão emocinal pelo qual passei estou com mais tempo para refletir. Talvez porque a viagem do ônibus até o centro esteja mais demorada - ou porque estou estudando coisas como as interpretações simbólicas de obras de arte do renascimento, haha - só sei que o nada sei é meu atual estado de espírito.
Há três semanas parei para escrever o que me fazia ficar e o que me fazia voltar. Pode parecer ridículo, mas seis meses em uma cidade como Porto, passando a maior parte de um monótono inverno, não são fáceis. E não é só saudade, é o clima, são as pessoas, tudo vai aos poucos cansando e bate a vontade de deixar isso para trás. Mas sem enrolações, no que escrevi em minhas listas, percebi que não havia motivo para eu ficar.
E isso me intrigou de um jeito que parei, pensei e cheguei a conclusão que eu não é porque eu não via os motivos que eles não existam. E começou aí minha jornada rumo ao autoconhecimneto. Huhauahauh
Talvez seja um espaço vazio entre momentos importantes, ou apenas uma pausa na correria que vivo a muito tempo. Um tempo para mim e para mais ninguém, ou então algo maior que ainda não sei. Talvez eu precise saber como é viver sem objetivos delimitados, vai saber. Eu não sei.
Só sei que, como disse para o meu amigo João no dia de ontem, tenho mais medo de não mudar do que da própria mudança. E isso ajuda a encarar de frente os novos desafios. Apesar de me deixar mais entediante.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
De volta depois do abandono
O semestre foi interminável. Essa é minha melhor justificativa para ter me desligado por tanto tempo desse blog. Não que eu não tivesse tempo de escrever se fizesse um esforço, mas no tempo que me sobrava entre uma virada de noite e outra fazendo trabalhos eu preferia me dedicar as viagens.
Afinal, esse é o motivo pelo qual resolvi criar esse espaço aqui. Não faria sentido eu escrever apenas sobre divagações sem ir para a prática! Hehe
Estou oficialmente de férias desde o meu aniversário, dia 23 de janeiro, e a próxima semana será dedicada as preocupações com o que farei da vida de março a julho de 2010. Desde trabalho, moradia, estudos...uma doideira. Mas isso me garante que vou ter tempo pelo menos de escrever um pouco sobre as viagens que já fiz.
Fiquei tanto tempo sem atualizar que não falei das principais viagens, como Londres, Madri, e a viagem de fim de ano. Isso sem falar nos passeios por terras lusas, nas descobertas dentro de Porto e das insessantes risadas com as meninas aqui de casa. Infelizmente pela distancia temporal talvez meu retrato das situações não fique tão fiel e tão empolgante quanto foi.
O grande problema é que nem vou poder prometer que no próximo semestre será diferente, que vou escrever mais sobre as minhas viagens, figuradas ou não. Está tudo tão incerto que prefiro me abster de escrever a respeito! Haha Pelo menos nos próximos dias quero me dedicar a esse espaço aqui.
Só não prometo bons textos. Depois de um semestre inteiro sem escrever matérias, sem fazer reportagens e mesmo sem o clima jornalístico da UFSC me sinto um tanto quanto enferrujada.
Afinal, esse é o motivo pelo qual resolvi criar esse espaço aqui. Não faria sentido eu escrever apenas sobre divagações sem ir para a prática! Hehe
Estou oficialmente de férias desde o meu aniversário, dia 23 de janeiro, e a próxima semana será dedicada as preocupações com o que farei da vida de março a julho de 2010. Desde trabalho, moradia, estudos...uma doideira. Mas isso me garante que vou ter tempo pelo menos de escrever um pouco sobre as viagens que já fiz.
Fiquei tanto tempo sem atualizar que não falei das principais viagens, como Londres, Madri, e a viagem de fim de ano. Isso sem falar nos passeios por terras lusas, nas descobertas dentro de Porto e das insessantes risadas com as meninas aqui de casa. Infelizmente pela distancia temporal talvez meu retrato das situações não fique tão fiel e tão empolgante quanto foi.
O grande problema é que nem vou poder prometer que no próximo semestre será diferente, que vou escrever mais sobre as minhas viagens, figuradas ou não. Está tudo tão incerto que prefiro me abster de escrever a respeito! Haha Pelo menos nos próximos dias quero me dedicar a esse espaço aqui.
Só não prometo bons textos. Depois de um semestre inteiro sem escrever matérias, sem fazer reportagens e mesmo sem o clima jornalístico da UFSC me sinto um tanto quanto enferrujada.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O puro tédio de viajar sozinha
No último dia 21 de outubro, uma quarta-feira esplendorosa de chuva, eis que essa pessoa resolve fazer uma viajem sozinha, de ida e volta no mesmo dia, para uma cidade onde não se fala português. O resultado seria no mínimo diferente, não é mesmo? Mas para contar essa história preciso voltar alguns meses, quando ainda estava no Brasil.
Para um começo bem clichê, tudo começou quando fiquei sabendo de uma rede de companhias aéreas chamada Ryanair, que tem promoções incríveis para vôos por toda a Europa. De vez em quando eu entrava e via que os preços eram realmente bons, mas um dia em particular os preços estavam muito, muito baixos. Passagens por 1€ para vários lugares, inclusive Barcelona.
Eu aproveitei e comprei passagens para a cidade moderna espanhola. Só que só podia ir e voltar no mesmo dia. Hehe Não deu uma semana para eu ficar sabendo que o aeroporto na relaidade fica em Girona, 1h30 de ônibus para Barcelona. Como o meu vôo chegava meio dia e voltava as sete da noite, me sobravam quatro horas. Ou seja, para evitar qualquer problema, eu teria que ficar na própria cidade do aeroporto.
E foi isso que eu fiz.
Girona é uma cidade bonitinha, medieval, mas com características bem peculiares de quem já sofreu influência de diversas culturas. Uns de seus principais pontos turísticos revelam isso: o Centre d´Estudis Bonastruc ça Porta, que é um museu que conta a história da comunidade judaica na cidade, a Catedral de Girona, e os Banhos Árabes. Há ainda o rio Onyar, que corta a cidade ao meio e possui várias pontes, inclusive a da Peixaria Velha, projetada por Eifel.
A língua falada lá é o Catalão, mistura de francês e espanhol. Ninguém entendia quando eu falava em português. A solução foi falar em inglês mesmo, e até que deu certo. Hehe
Quando cheguei na cidade estava chovendo. Muito. Eu estava com sapatinhos e meia e meus pés estavam muito molhados. Resolvi procurar uma bota. Todo o comércio fechava a 13h30, era uma da tarde e sai louquinha na chuva atrás de uma sapataria. Mas não deu muito certo, tudo era muito caro por lá.
Para ajudar um pouco, os botões da minha capa começaram a soltar e eu tinha que prestar atenção para que nenhum ficasse para trás. E as lojas fechando, as lanchonetes fechando, as pessoas desaparecendo das ruas. Os gerúndios me perseguindo e eu desisti da bota e fui procurar o que fazer. No meu roteiro a primeira parada era o museu judaico, que fica na Carrier de la Força. Mas andei tanto a procura de um calçado que estava perdida.
Eu perguntava como chegar no museu ou na rua onde ele ficava, mas todos na cidade eram turistas também. Ninguém sabia me explicar! Eu estava enxarcada, com fome, sozinha e desnorteada. Encotrei uma lojinha hippie aberta e o vendedor me explicou como chegar. Depois disso tudo ficou mais fácil e tirando os Banhos Árabes, que estavam fechados, consegui ver tudo o que queria.
Voltei para o aeroporto uma hora antes do pretendido. Viajar sozinha, a pé, na chuva, por ruas vazias de gente e para conhecer museus antigos não foi uma experiência muito interessante. A próxima parada é Londres no começo de novembro. Dessa vez sei que não desperdiçei passagens e o mais importante é que vou ter companhia! Hehe
Para um começo bem clichê, tudo começou quando fiquei sabendo de uma rede de companhias aéreas chamada Ryanair, que tem promoções incríveis para vôos por toda a Europa. De vez em quando eu entrava e via que os preços eram realmente bons, mas um dia em particular os preços estavam muito, muito baixos. Passagens por 1€ para vários lugares, inclusive Barcelona.
Eu aproveitei e comprei passagens para a cidade moderna espanhola. Só que só podia ir e voltar no mesmo dia. Hehe Não deu uma semana para eu ficar sabendo que o aeroporto na relaidade fica em Girona, 1h30 de ônibus para Barcelona. Como o meu vôo chegava meio dia e voltava as sete da noite, me sobravam quatro horas. Ou seja, para evitar qualquer problema, eu teria que ficar na própria cidade do aeroporto.
E foi isso que eu fiz.
Girona é uma cidade bonitinha, medieval, mas com características bem peculiares de quem já sofreu influência de diversas culturas. Uns de seus principais pontos turísticos revelam isso: o Centre d´Estudis Bonastruc ça Porta, que é um museu que conta a história da comunidade judaica na cidade, a Catedral de Girona, e os Banhos Árabes. Há ainda o rio Onyar, que corta a cidade ao meio e possui várias pontes, inclusive a da Peixaria Velha, projetada por Eifel.
A língua falada lá é o Catalão, mistura de francês e espanhol. Ninguém entendia quando eu falava em português. A solução foi falar em inglês mesmo, e até que deu certo. Hehe
Quando cheguei na cidade estava chovendo. Muito. Eu estava com sapatinhos e meia e meus pés estavam muito molhados. Resolvi procurar uma bota. Todo o comércio fechava a 13h30, era uma da tarde e sai louquinha na chuva atrás de uma sapataria. Mas não deu muito certo, tudo era muito caro por lá.
Para ajudar um pouco, os botões da minha capa começaram a soltar e eu tinha que prestar atenção para que nenhum ficasse para trás. E as lojas fechando, as lanchonetes fechando, as pessoas desaparecendo das ruas. Os gerúndios me perseguindo e eu desisti da bota e fui procurar o que fazer. No meu roteiro a primeira parada era o museu judaico, que fica na Carrier de la Força. Mas andei tanto a procura de um calçado que estava perdida.
Eu perguntava como chegar no museu ou na rua onde ele ficava, mas todos na cidade eram turistas também. Ninguém sabia me explicar! Eu estava enxarcada, com fome, sozinha e desnorteada. Encotrei uma lojinha hippie aberta e o vendedor me explicou como chegar. Depois disso tudo ficou mais fácil e tirando os Banhos Árabes, que estavam fechados, consegui ver tudo o que queria.
Voltei para o aeroporto uma hora antes do pretendido. Viajar sozinha, a pé, na chuva, por ruas vazias de gente e para conhecer museus antigos não foi uma experiência muito interessante. A próxima parada é Londres no começo de novembro. Dessa vez sei que não desperdiçei passagens e o mais importante é que vou ter companhia! Hehe
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A viagem melosa da batatinha
Esse post não tem a ver com o intercâmbio, nem com viagens e nem mesmo com preocupações. Me bateu uma vontade de escrever subjetividades e resolvi escolher esse cantinho aqui. Espero que isso não se transforme em rotina, não quero me desviar do foco do blog, já me desvio de focos demais para o meu gosto.
Meu dia hoje começou estranho, dormi pouco e tudo estava tão cinza. Estava mais frio que o de costume e o meu ônibus atrasou meia hora. Fui para a faculdade fazer uma apresentação e lá vi que não estava preparada e nem um pouco segura, mas tudo se resolveu.
Na volta para casa cedi meu lugar a um idoso no ônibus e ele recusou. "Fui professor de educação física por muitos anos, me sustento melhor em pé do que sentado". E depois disso não parou de falar. São poucos os jovens que levantam por aqui, é de causar estranhesa mesmo. Sei que muita gente mais velha anda de ônibus, então perdeu-se esse costume.
Não vou julgar o fato disso acontecer aqui e não acontecer em Florianópolis, por exemplo, até porque não conheço os contextos nos quais essa situação de Porto ficou assim estabelecida. O que importa mesmo é o que o senhor de paletó cinza sem traços de alfaiataria e gravata azul me disse. Minha memória é curta para lembrar, mas foram palavras bonitas (e ele não estava me cantando hehe) que mudaram meu dia.
Quando cheguei almoçei, dormi o que não dormi a noite, estudei, estudei, estudei (x/) e assisti o filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Gostei e entendi. Consegui pescar a idéia de cara. Deve ter sido porque dormi a tarde. Ouvi uma frase sobre o filme num vídeo em outro momento e quero registrar para não esquecer. Momento meloso no meu blog (gernte, prometo que não vou insistir nisso por aqui! Palavra de escoteira! Haha), mas aí vai, e em dois pontos pra pior mais ainda:
Finalmente entendi que o amor em todas as suas formas não tem relação com pessoas que se completam, não são peças que se encaixam de forma perfeita. São peças que se estranham e se transformam. É a estranhesa da diferença que faz a graça. E é também por isso que é frágil, pois que a qualquer momento a diferença pode tornar-se tamanha que o afastar é inevitável.
Pronto. Nem tags vou colocar para esse post. ^^
Meu dia hoje começou estranho, dormi pouco e tudo estava tão cinza. Estava mais frio que o de costume e o meu ônibus atrasou meia hora. Fui para a faculdade fazer uma apresentação e lá vi que não estava preparada e nem um pouco segura, mas tudo se resolveu.
Na volta para casa cedi meu lugar a um idoso no ônibus e ele recusou. "Fui professor de educação física por muitos anos, me sustento melhor em pé do que sentado". E depois disso não parou de falar. São poucos os jovens que levantam por aqui, é de causar estranhesa mesmo. Sei que muita gente mais velha anda de ônibus, então perdeu-se esse costume.
Não vou julgar o fato disso acontecer aqui e não acontecer em Florianópolis, por exemplo, até porque não conheço os contextos nos quais essa situação de Porto ficou assim estabelecida. O que importa mesmo é o que o senhor de paletó cinza sem traços de alfaiataria e gravata azul me disse. Minha memória é curta para lembrar, mas foram palavras bonitas (e ele não estava me cantando hehe) que mudaram meu dia.
Quando cheguei almoçei, dormi o que não dormi a noite, estudei, estudei, estudei (x/) e assisti o filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Gostei e entendi. Consegui pescar a idéia de cara. Deve ter sido porque dormi a tarde. Ouvi uma frase sobre o filme num vídeo em outro momento e quero registrar para não esquecer. Momento meloso no meu blog (gernte, prometo que não vou insistir nisso por aqui! Palavra de escoteira! Haha), mas aí vai, e em dois pontos pra pior mais ainda:
Finalmente entendi que o amor em todas as suas formas não tem relação com pessoas que se completam, não são peças que se encaixam de forma perfeita. São peças que se estranham e se transformam. É a estranhesa da diferença que faz a graça. E é também por isso que é frágil, pois que a qualquer momento a diferença pode tornar-se tamanha que o afastar é inevitável.
Pronto. Nem tags vou colocar para esse post. ^^
sábado, 17 de outubro de 2009
Finalmente a Porto underground
O dia de ontem foi no mínimo diferente. Em todas as sextas-feiras fico longe da faculdade, ou seja, se não estou viajando estou em casa pensando em fazer alguma coisa. O que realmente faço são os mil trabalhos, estudo e estudo e estudo. E quando penso que já acabou é porque esqueci de algum compromisso ou pesquisa.
Mas sexta é o dia que dedico ao tempo. Por causa dela ser vazia e cheia ao mesmo tempo, penso sempre que estou um dia a frente, e é assim que consigo dar conta de tudo por aqui. É o dia que posso acordar tarde e não me sentir culpada. Também me dou ao direito de sair e aproveitar, pois ainda vou ter mais dois dias de fim de semana.
Vou deixar pra lá as enrolações e dizer finalmente ao que veio este post. Ontem a noite finalmente encontrei as baladinhas que eu curto aqui no Porto. O pessoal intercambista costuma ir no Piolho, mas não vi nenhuma graça naquilo, é um Pida que dura todo o semestre. Já imaginou? O pessoal só vai pra encher a cara e nem lugar pra sentar direito tem.
Conheci o Passos Manuel, um espaço para festas/eventos/showzinhos/concertos que fica dentro do Coliseu do Porto, um teatro no centro, próximo a rua de compras Santa Catarina. Eu e Dani assistimos ao Open Cities: a concert by David Gunn and Guilhermo Brown. Eram dois dj´s que mixavam sons de computador aos sons da cidade do Porto. E ao fundo, em um telão, viam-se imagens também da cidade, tudo muito surreal, como tons coloridos mas sóbrios e cinzas.
O concerto fazia parte do evento Future Places, organizado pelas Universidades do Texas, Porto e Nova de Lisboa. É um festival de mídias digitais, que busca a análise do desenvolvimento de tais mídias e sua influência nas culturas locais. Durante toda a semana aconteceram workshops suuuper bacanas, mas infelizmente não pude participar de nenhum. Hoje vai ter show de uma Orchestra no Maus Hábitos. Eu e as meninas aqui de casa estamos pensando em ir. ^^
É o tipo de coisa que quando você chega (ainda mais atrasada. Hehe) pensa: o que é que estou faznedo aqui? Mas passados 5 minutos de ludibriação o esquisito torna-se espetáculo e o tempo passa rápido. Haveria outra apresentação de estilo parecido, mas lá no Passos Manuel a cerveja estava cara e as pessoas estavam em grupinhos e resolvemos sair um pouco de lá.
Andamos pelas ruas que sobem e descem até que chegamos numa quase praça (existem muitas dessas por aqui) e no final dela estava um aglomerado de gente com casacos de couro e penteados legais. Fomos chegando mais perto e a música agradou. Finalmente um barzinho com o nosso velho e maravilhoso Rock´n´roll. o/ Estávamos na Tendinha dos Poveiros. Acabamos ficando por lá e nem voltamos aos eventos culturais do Passos Manuel.
A volta pra casa foi de Madrugadão. Apanhamos o 1M. A noite rendeu descobertas. Porto é boa de dia e de noite, e agora deixa eu voltar para os trabalhos. Hehe
Mas sexta é o dia que dedico ao tempo. Por causa dela ser vazia e cheia ao mesmo tempo, penso sempre que estou um dia a frente, e é assim que consigo dar conta de tudo por aqui. É o dia que posso acordar tarde e não me sentir culpada. Também me dou ao direito de sair e aproveitar, pois ainda vou ter mais dois dias de fim de semana.
Vou deixar pra lá as enrolações e dizer finalmente ao que veio este post. Ontem a noite finalmente encontrei as baladinhas que eu curto aqui no Porto. O pessoal intercambista costuma ir no Piolho, mas não vi nenhuma graça naquilo, é um Pida que dura todo o semestre. Já imaginou? O pessoal só vai pra encher a cara e nem lugar pra sentar direito tem.
Conheci o Passos Manuel, um espaço para festas/eventos/showzinhos/concertos que fica dentro do Coliseu do Porto, um teatro no centro, próximo a rua de compras Santa Catarina. Eu e Dani assistimos ao Open Cities: a concert by David Gunn and Guilhermo Brown. Eram dois dj´s que mixavam sons de computador aos sons da cidade do Porto. E ao fundo, em um telão, viam-se imagens também da cidade, tudo muito surreal, como tons coloridos mas sóbrios e cinzas.
O concerto fazia parte do evento Future Places, organizado pelas Universidades do Texas, Porto e Nova de Lisboa. É um festival de mídias digitais, que busca a análise do desenvolvimento de tais mídias e sua influência nas culturas locais. Durante toda a semana aconteceram workshops suuuper bacanas, mas infelizmente não pude participar de nenhum. Hoje vai ter show de uma Orchestra no Maus Hábitos. Eu e as meninas aqui de casa estamos pensando em ir. ^^
É o tipo de coisa que quando você chega (ainda mais atrasada. Hehe) pensa: o que é que estou faznedo aqui? Mas passados 5 minutos de ludibriação o esquisito torna-se espetáculo e o tempo passa rápido. Haveria outra apresentação de estilo parecido, mas lá no Passos Manuel a cerveja estava cara e as pessoas estavam em grupinhos e resolvemos sair um pouco de lá.
Andamos pelas ruas que sobem e descem até que chegamos numa quase praça (existem muitas dessas por aqui) e no final dela estava um aglomerado de gente com casacos de couro e penteados legais. Fomos chegando mais perto e a música agradou. Finalmente um barzinho com o nosso velho e maravilhoso Rock´n´roll. o/ Estávamos na Tendinha dos Poveiros. Acabamos ficando por lá e nem voltamos aos eventos culturais do Passos Manuel.
A volta pra casa foi de Madrugadão. Apanhamos o 1M. A noite rendeu descobertas. Porto é boa de dia e de noite, e agora deixa eu voltar para os trabalhos. Hehe
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domingo, 11 de outubro de 2009
Funiculi, funicular
Finalmente conheci a Ribeira do Porto! Parada certa para os turistas e também point da galera. O lugar é muito agradável, e fica na beira do Rio Douro. De um lado está o Porto, do outro está Gaia. A impressão é que se está no meio de tudo. Isso porque os barzinhos ficam na parte baixa da cidade.
Fui no sábado e voltei lá no domingo. Na primeira vez desci de Funicular, um elevador com paredes de vidro e banquinhos de madeira (lembram banquinhos de praça), que sai do bairro Batalha, situada na parte alta da cidade, e termina na Ribeira.
A descida é ingreme, mas nem dá friozinho na barriga. Bem que eu gostaria (e a Dani, que mora comigo, também) que fosse uma pequena queda de montanha russa. Quando parece que o elevador vai aumentar a velocidade, ele muda a angulação e desce bem devagar. A caixa de vidro (para não repetir elevador, Haha) passa por um túnel e sai em baixo da Ponte Dom Luís I.
Ao chegar na Ribeira, que estava lotada, escolhemos o barzinho Prioridade. Lá comemos bolinho de bacalhau enquanto assistíamos ao jogo Portugal x Hungria. Não fomos muito bem atendidas. Havia muita gente e poucos garçons. Por isso no domingo fomos mais cedo. Com menos clientes foi bem mais tranquilo. Mas o trajeto que escolhemos para chegar lá foi diferente.
Saímos da minha casa andando pela orla. O fim de tarde, com o pôr do Sol no mar, estava lindo como sempre. Andamos tão devagar e paramos tantas vezes que demoramos três horas! Hehe No caminho entramos no Museu dos transportes e comunicações. Adorei. Pena que conhecemos muito pouco, faltava só 15 minutos para o museu fechar.
O que gostei foi do misto de peças antigas e modernas (não tão antigas se pararmos para pensar no contexto de Portugal, com tantos castelos, palácios, mosteiros, igrejas...), e também de haver espaço para diferentes diferentes propostas, desde carros, bonecos de gesso e cenário de animação.
A exposição Bastidores de Um passeio de domingo era linda. Estavam lá maquetes, bonecos e esboços de um desenho de animação português, que inclusive já passou em Festivais no Brasil. O site da Casa de Animação traz mais informações.
Nossa, esse post além de longo está cheio de informação. E nem escrevi tudo o que tinha para escrever. Credo. Haha
Fui no sábado e voltei lá no domingo. Na primeira vez desci de Funicular, um elevador com paredes de vidro e banquinhos de madeira (lembram banquinhos de praça), que sai do bairro Batalha, situada na parte alta da cidade, e termina na Ribeira.
A descida é ingreme, mas nem dá friozinho na barriga. Bem que eu gostaria (e a Dani, que mora comigo, também) que fosse uma pequena queda de montanha russa. Quando parece que o elevador vai aumentar a velocidade, ele muda a angulação e desce bem devagar. A caixa de vidro (para não repetir elevador, Haha) passa por um túnel e sai em baixo da Ponte Dom Luís I.
Ao chegar na Ribeira, que estava lotada, escolhemos o barzinho Prioridade. Lá comemos bolinho de bacalhau enquanto assistíamos ao jogo Portugal x Hungria. Não fomos muito bem atendidas. Havia muita gente e poucos garçons. Por isso no domingo fomos mais cedo. Com menos clientes foi bem mais tranquilo. Mas o trajeto que escolhemos para chegar lá foi diferente.
Saímos da minha casa andando pela orla. O fim de tarde, com o pôr do Sol no mar, estava lindo como sempre. Andamos tão devagar e paramos tantas vezes que demoramos três horas! Hehe No caminho entramos no Museu dos transportes e comunicações. Adorei. Pena que conhecemos muito pouco, faltava só 15 minutos para o museu fechar.
O que gostei foi do misto de peças antigas e modernas (não tão antigas se pararmos para pensar no contexto de Portugal, com tantos castelos, palácios, mosteiros, igrejas...), e também de haver espaço para diferentes diferentes propostas, desde carros, bonecos de gesso e cenário de animação.
A exposição Bastidores de Um passeio de domingo era linda. Estavam lá maquetes, bonecos e esboços de um desenho de animação português, que inclusive já passou em Festivais no Brasil. O site da Casa de Animação traz mais informações.
Nossa, esse post além de longo está cheio de informação. E nem escrevi tudo o que tinha para escrever. Credo. Haha
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Dia de princesa
Hoje é o dia da princesa brasileira aqui em casa! Encontramos uma brasileira que faz pé e mão a um preço acessível. A situação tava froyd por aqui já. Haha
Na verdade todos os produtos para a beleza diária são difíceis de achar ou são muito caros. Isso inclui esmaltes, hidratante, shampoo, perfume, maquiagem. Ir no salão então, muito caro.
Mudando totalmente de assunto, fiz minha primeira atividade avaliativa hoje. Na disciplina de Ateliê de Multimédia 3D estamos trabalhando com criação de objetos, mas nesse começo aprendemos brincando no Second Life! Fiz uma escultura mutcho loca e pra minha decepção, meus colegas produziram coisas incríveis.
Uma fez uma praia, outra uma estante perfeita de livros, um prédio grego, um quarto com armário e cama, uma fonte...Bom, dá pra sentir o drama, né? Mas estou superando já. Hehe
Vou indo agora descançar um pouquinho. Depois da viagem do feriadão tive que estudar bastante para não ficar ainda mais atrasada e como amanhã não tenho aula vou poder sossegar um pouquinho. ^^
Na verdade todos os produtos para a beleza diária são difíceis de achar ou são muito caros. Isso inclui esmaltes, hidratante, shampoo, perfume, maquiagem. Ir no salão então, muito caro.
Mudando totalmente de assunto, fiz minha primeira atividade avaliativa hoje. Na disciplina de Ateliê de Multimédia 3D estamos trabalhando com criação de objetos, mas nesse começo aprendemos brincando no Second Life! Fiz uma escultura mutcho loca e pra minha decepção, meus colegas produziram coisas incríveis.
Uma fez uma praia, outra uma estante perfeita de livros, um prédio grego, um quarto com armário e cama, uma fonte...Bom, dá pra sentir o drama, né? Mas estou superando já. Hehe
Vou indo agora descançar um pouquinho. Depois da viagem do feriadão tive que estudar bastante para não ficar ainda mais atrasada e como amanhã não tenho aula vou poder sossegar um pouquinho. ^^
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Viagem do feriadão
Ai gente, to morrendo de raiva de mim, mas sinceramente, estou sem nenhuma inspiração e estou sem tempo para me dedicar para escrever sobre o fim de semana. Sinto muitooo. O que mais queria era poder dividir as aventuras e os momentos da viagem.
Vou resumir em tópicos. Nada jornalístico, eu sei, mas foi a solução que encontrei. Haha
#Alugamos um Ibiza 2009 prata, lindo, quatro portas, volante hidráulico, com som e econômico, mas sem gps.
#Nos perdemos algumas vezes, mas mesmo indo pro lugar errado chegávamos nos lugares certos.
#Se tiver carteirinha internacional de alberguista e vier para Portugal fique em Pousadas da Juventude. Sério. É barato, limpinho e tem café da manhã. A Pousada de Areia Branca ficava na beira do mar e tudo. ;D
#Visitei cidades lindíssimas e gastei muito pouco. Passamos pelas cidades de Leiria, Batalha, Alcobaça, Óbidos, Sintra, Cascaes, Estoril, Peniche, Nazaré.
#Conhecemos castelos, palácios, cidades muradas, praias.
#Agora já sei que o Dom Pedro Primeiro do Brasil é o Dom Pedro Quarto em Portugal. E que o Dom Pedro Segundo não é nada por aqui. Haha
#A autoestrada daqui é muito boa e muito doida também. Eu estava na pista da direita a 140km/h e todos os outros carros me passavam.
#Apesar de os brasileiros subestimarem Portugal, este é o destino turístico mais procurado pelos europeus.
#Os brasileiros vão colonizar o mundo. Em TODOS os lugares pelos quais passamos encontramos brasileiros.
#Não usem sapatinhos moleca para viajar. Eles são lindos, mas fedem. Os seus amigos não vão gostar. Haha
Para compensar a objetividade vou postar fotos desta vez. Só que no orkut, para não ter que baixar em mais de um lugar xP
http://www.orkut.com/Main#Album?uid=17418888492968621417&aid=1254931061
Vou resumir em tópicos. Nada jornalístico, eu sei, mas foi a solução que encontrei. Haha
#Alugamos um Ibiza 2009 prata, lindo, quatro portas, volante hidráulico, com som e econômico, mas sem gps.
#Nos perdemos algumas vezes, mas mesmo indo pro lugar errado chegávamos nos lugares certos.
#Se tiver carteirinha internacional de alberguista e vier para Portugal fique em Pousadas da Juventude. Sério. É barato, limpinho e tem café da manhã. A Pousada de Areia Branca ficava na beira do mar e tudo. ;D
#Visitei cidades lindíssimas e gastei muito pouco. Passamos pelas cidades de Leiria, Batalha, Alcobaça, Óbidos, Sintra, Cascaes, Estoril, Peniche, Nazaré.
#Conhecemos castelos, palácios, cidades muradas, praias.
#Agora já sei que o Dom Pedro Primeiro do Brasil é o Dom Pedro Quarto em Portugal. E que o Dom Pedro Segundo não é nada por aqui. Haha
#A autoestrada daqui é muito boa e muito doida também. Eu estava na pista da direita a 140km/h e todos os outros carros me passavam.
#Apesar de os brasileiros subestimarem Portugal, este é o destino turístico mais procurado pelos europeus.
#Os brasileiros vão colonizar o mundo. Em TODOS os lugares pelos quais passamos encontramos brasileiros.
#Não usem sapatinhos moleca para viajar. Eles são lindos, mas fedem. Os seus amigos não vão gostar. Haha
Para compensar a objetividade vou postar fotos desta vez. Só que no orkut, para não ter que baixar em mais de um lugar xP
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Desastre na cozinha
Cheguei na minha aula faltando 5 minutos para acabar porque me passaram o horário errado na secretaria, me perdi no centro e fiquei andando uma hora e meia até me achar, peguei o onibus errado para voltar pra casa e o pior veio a seguir:
A Dani foi fazer café (com a cafeteira que desmontei para limpar de manhã) e o pó explodiu pela cozinha INTEIRA! Nem o pano tirou tudo, tivemos que usar aspirador!
Tinha pó de café até atrás da geladeira. Sujou tudinho. Haha O pior é que domingo foi o dia da faxina e a cozinha estava toda arrumadinha, lindinha e limpinha.
Depois tudo melhorou. Rimos muito limpando tudo e mais tarde fomos para a recepção aos intercambistas na Reitoria da Univesidade. Ganhamos vinho do Porto, batatinhas estilo rufles e amendoim. Depois tomamos sorvete e super bock (eca) no Piolho (o Pida português) e jantamos strogonoff em casa! =D
Ah! As meninas aqui de casa estão planejando uma viagem de carro esse fim de semana. Segunda-feira é feriado por aqui e vamos conhecer o litoral sul de Portugal. Sempre quis conhecer Cascais e o nosso roteiro esta muito bom! Depois falo mais sobre isso.
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sábado, 26 de setembro de 2009
Aveiro, intercambistas e ovos moles
Sábado o pessoal da casa e eu acordamos as sete da manhã para ir conhecer a Veneza portuguesa. A rima é pobre, mas a cidade é muito fofa.
Me lembrou Jurerê e Canasvieiras sem mar, com prédios do centro de Florianópolis e um céu azul inusitado. O sol da cidade é bem forte e fiquei aliviada por sempre andar com protetor solar na bolsa.
Aveiro possui um canal com pontes decoradas com flores coloridas que ficam cheirosas no entardecer e barcos que os turistas que podiam gastar 5 euros escolhiam como passeio. Mas para quem não tem muito a gastar e disposição, existem bicicletas que podem ser emprestadas perto do Shopping e devolvidas até o fim do dia.
Conhecemos o campus da Universidade de Aveiro e almoçamos na cantina, onde era permitido repetir suco, sobremesa, e comer salada a vontade, isso pelo mesmo preço das cantinas de Porto. Visitamos também a casa da Daiane e da Leila, intercambistas que moram na cidade, e também vieram de Florianópolis.
No Museu de Aveiro, antigo convento que recebeu a princesa e mais tarde Santa Joana, a entrada é de graça e o acervo de obras sacras é bem grande. E por falar em Santa Joana, tudo na cidade tinha a haver com esse nome.
Demoramos duas horas andando a observar os quadros, esculturas, pinturas na madeira, relicários...muito barroco, rococó e outros nomes que ainda vou conhecer um dia, quando estudar história da arte.
O local tem a infraestrutura de um museu moderno com a preservação de salas e capelas antigas. Era um labirinto de obras de arte, o que me sufocou um pouco, mas era bem interessante e vale a pena conferir. De acordo com uma das guias, por causa da idade do convento, muito do ouro das parecedes veio do Brasil.
Aveiro é ainda a cidade dos Ovos moles. Doce português a base de ovos. É bem doce mesmo, mas muito saboroso. Pedi dois com casquinha (existe a opção de comer com colher) acompanhados de uma meia de leite, a nossa média com leite de Floripa. Levamos um calote da dona do café, que confundiu a conta e só pagamos a diferença porque ia sobrar para a coitada da garçonete.
No fim voltamos para casa cansadas e o passeio foi muito bom. Adorei a cidade! Gastei 11 euros e aproveitei muito bem o dia. As fotos vem depois. Vou dormir que amanhã é domingo, mas é dia da faxina.
Me lembrou Jurerê e Canasvieiras sem mar, com prédios do centro de Florianópolis e um céu azul inusitado. O sol da cidade é bem forte e fiquei aliviada por sempre andar com protetor solar na bolsa.
Aveiro possui um canal com pontes decoradas com flores coloridas que ficam cheirosas no entardecer e barcos que os turistas que podiam gastar 5 euros escolhiam como passeio. Mas para quem não tem muito a gastar e disposição, existem bicicletas que podem ser emprestadas perto do Shopping e devolvidas até o fim do dia.
Conhecemos o campus da Universidade de Aveiro e almoçamos na cantina, onde era permitido repetir suco, sobremesa, e comer salada a vontade, isso pelo mesmo preço das cantinas de Porto. Visitamos também a casa da Daiane e da Leila, intercambistas que moram na cidade, e também vieram de Florianópolis.
No Museu de Aveiro, antigo convento que recebeu a princesa e mais tarde Santa Joana, a entrada é de graça e o acervo de obras sacras é bem grande. E por falar em Santa Joana, tudo na cidade tinha a haver com esse nome.
Demoramos duas horas andando a observar os quadros, esculturas, pinturas na madeira, relicários...muito barroco, rococó e outros nomes que ainda vou conhecer um dia, quando estudar história da arte.
O local tem a infraestrutura de um museu moderno com a preservação de salas e capelas antigas. Era um labirinto de obras de arte, o que me sufocou um pouco, mas era bem interessante e vale a pena conferir. De acordo com uma das guias, por causa da idade do convento, muito do ouro das parecedes veio do Brasil.
Aveiro é ainda a cidade dos Ovos moles. Doce português a base de ovos. É bem doce mesmo, mas muito saboroso. Pedi dois com casquinha (existe a opção de comer com colher) acompanhados de uma meia de leite, a nossa média com leite de Floripa. Levamos um calote da dona do café, que confundiu a conta e só pagamos a diferença porque ia sobrar para a coitada da garçonete.
No fim voltamos para casa cansadas e o passeio foi muito bom. Adorei a cidade! Gastei 11 euros e aproveitei muito bem o dia. As fotos vem depois. Vou dormir que amanhã é domingo, mas é dia da faxina.
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Internet, telefone e tv a cabo
Depois de uma novela interminável de canos de prédio antigo que não comportam cabos opticos. De pais de zeladores que dão piti porque não sabem que o síndico autorizou a instalação de uma calha nova que passa pela recepção. Sem falar nas cinco ligações em seis horas, e de um quase cancelamento dos serviços e do contrato da empresa Clix, que é a Telefonica espanhola em Portugal, finalmente a minha casa foi informatizada!
Os dois funcinários brasileiros da companhia de equipamossuacasatecnologicamente terminaram o serviço a meia noite, enquanto comemorávamos com amigos a instalação. Agora está tudo certo e vai ficar mais fácil manter o contato. Ainda não tenho meu próprio computador, mas em horários alternativos (como agora, 3h da manhã) consigo navegar e fazer trabalhos. Isso enquanto não compro um notebook.
Os gastos não param de aparecer. Mas estão dentro do orçamento, o que me deixa mais tranquila. E viver aqui está sendo bom. Dividir apartamento é um desafio gostoso. Estou mais organizada e paciente. =]
Os dois funcinários brasileiros da companhia de equipamossuacasatecnologicamente terminaram o serviço a meia noite, enquanto comemorávamos com amigos a instalação. Agora está tudo certo e vai ficar mais fácil manter o contato. Ainda não tenho meu próprio computador, mas em horários alternativos (como agora, 3h da manhã) consigo navegar e fazer trabalhos. Isso enquanto não compro um notebook.
Os gastos não param de aparecer. Mas estão dentro do orçamento, o que me deixa mais tranquila. E viver aqui está sendo bom. Dividir apartamento é um desafio gostoso. Estou mais organizada e paciente. =]
O Sol que se põe no Mar
Ainda na quinta-feira vi um pôr do sol lindíssimo. Isso depois de me perder nas praias da Foz e andar por mais de meia hora sem achar meus amigos. Haha A grande bola vermelha desce bem devagar e é rápida no final, como em qualquer outro lugar. Com a diferença do Mar pra engolir o alaranjado e uma fusão de cores que lembrava um arco íris.
Os dias estão bem agradáveis em Porto e resolvemos ir a praia. Cheguei as 19h30, depois de ter atravessado a cidade. Eu estava perto do Estadio do Dragão, última parada da maioria dos metros e próxima a Loja do Cidadão onde fui avisar ao Governo Português que cheguei e estou legalmente no país. Cara, eu estava muito cansada, mesmo, mas resolvi ir pra praia e valeu a pena. O por do sol é incrível e descobri um ótimo lugar para ir de bicicleta.
E meu dia não acabou aí. Cheguei em casa e eu, Ana Rita e Mayra fomos nos arrumar para a minha primeira festa académica por aqui. Haha A Ana faz arquitetura, e fomos num churrasco de graça no campus dela, que fica na região do Campo Alegre, bem pertinho de casa. Ficamos surpresas, pois o churrasco realmente era de graça.
Chopp Super Bock (uma Skol melhorada daqui) com ou sem groselha (eca) podia ser comprado a 6 por 5 euros. E reparei uma iniciativa muito interessante. Quem juntasse 20 copos plásticos ganhava mais um chopp. É simples e ecológico. Gostei
Eu e as meninas chegamos a uma conclusão. Festa universitária agora é globalizada. Me senti muito a vontade, até parecia uma festa dentro do campus da UFSC. Árvores, gente animada, música retrô. Um barato.
Voltamos de taxi. Vale a pena por aqui. Pagamos 4 euros e chegamos em casa com segurança. Perto do prédio da arquitetura não passa de madrugada o ônibus que vem para minha casa e andar tão tarde mesmo aqui não é muito legal.
Os dias estão bem agradáveis em Porto e resolvemos ir a praia. Cheguei as 19h30, depois de ter atravessado a cidade. Eu estava perto do Estadio do Dragão, última parada da maioria dos metros e próxima a Loja do Cidadão onde fui avisar ao Governo Português que cheguei e estou legalmente no país. Cara, eu estava muito cansada, mesmo, mas resolvi ir pra praia e valeu a pena. O por do sol é incrível e descobri um ótimo lugar para ir de bicicleta.
E meu dia não acabou aí. Cheguei em casa e eu, Ana Rita e Mayra fomos nos arrumar para a minha primeira festa académica por aqui. Haha A Ana faz arquitetura, e fomos num churrasco de graça no campus dela, que fica na região do Campo Alegre, bem pertinho de casa. Ficamos surpresas, pois o churrasco realmente era de graça.
Chopp Super Bock (uma Skol melhorada daqui) com ou sem groselha (eca) podia ser comprado a 6 por 5 euros. E reparei uma iniciativa muito interessante. Quem juntasse 20 copos plásticos ganhava mais um chopp. É simples e ecológico. Gostei
Eu e as meninas chegamos a uma conclusão. Festa universitária agora é globalizada. Me senti muito a vontade, até parecia uma festa dentro do campus da UFSC. Árvores, gente animada, música retrô. Um barato.
Voltamos de taxi. Vale a pena por aqui. Pagamos 4 euros e chegamos em casa com segurança. Perto do prédio da arquitetura não passa de madrugada o ônibus que vem para minha casa e andar tão tarde mesmo aqui não é muito legal.
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Chegada ao curso
Essa semana foi muito corrida e meu post vai ser também. Aqui são 2h e pouco da manhã e acordei cedinho hoje para viajar, ou seja, estou tão cansada que estou até sem sono. Pra resumir os últimos dias vou contar um pouquinho de tudo. Se eu tiver tempo outra hora falo mais e quando puder colocar fotos também. =D
Na quinta-feira consegui assistir minha primeira aula no Curso de Ciências da Comunicação da U.Porto. Algumas linhas de ônibus daqui estão de greve, então acabei chegando atrasada em Ateliê Multimédia 3D, mas o professor foi bem flexível. Encontrei a Ciça, que veio de transferência da UFSC, e a Paola, uma intercambista brasileira que veio do Maranhão.
Não tive tempo de ver a infraestrutura da faculdade. Mas gostei da aula e já sei que vou ter que estudar bastante.
Foi o primeiro dia que comi na cantina universitária. Só alguns centros possuem. No meu não tem, mas tem na Faculdade de Direito que é do lado. A comida é boa e bem completa. Por 2,15 euros os alunos tem o direito a um pão, uma sopa, um prato (que vem com arroz, carne e salada), um copo de suco e sobremesa.
Foi na cantina que vi os primeiros alunos da praxe. Alguns estudantes a partir do 2º ano se vestem em estilo Harry Potter e aplicam trotes estranhos nos calouros, que aqui chamam de caloiros. Os bixos portugueses não podem olhar para os veteranos, e pagam prendas do tipo cantar músicas estranhas e comer sopa com faca.
A tradição é antiga e surgiu em Coimbra, a Universidade mai antiga de Portugal. A alguns anos foi redescoberta, como uma forma de aproximar estudantes. Mas parece que isso não está funcionando muito bem. Nem todos tem dinheiro para comprar o traje e muitos não concordam com as regras da praxe, o que acaba dividindo ainda mais os universitários.
Aff, vou dividir o post em dois. Peraí. Haha
Na quinta-feira consegui assistir minha primeira aula no Curso de Ciências da Comunicação da U.Porto. Algumas linhas de ônibus daqui estão de greve, então acabei chegando atrasada em Ateliê Multimédia 3D, mas o professor foi bem flexível. Encontrei a Ciça, que veio de transferência da UFSC, e a Paola, uma intercambista brasileira que veio do Maranhão.
Não tive tempo de ver a infraestrutura da faculdade. Mas gostei da aula e já sei que vou ter que estudar bastante.
Foi o primeiro dia que comi na cantina universitária. Só alguns centros possuem. No meu não tem, mas tem na Faculdade de Direito que é do lado. A comida é boa e bem completa. Por 2,15 euros os alunos tem o direito a um pão, uma sopa, um prato (que vem com arroz, carne e salada), um copo de suco e sobremesa.
Foi na cantina que vi os primeiros alunos da praxe. Alguns estudantes a partir do 2º ano se vestem em estilo Harry Potter e aplicam trotes estranhos nos calouros, que aqui chamam de caloiros. Os bixos portugueses não podem olhar para os veteranos, e pagam prendas do tipo cantar músicas estranhas e comer sopa com faca.
A tradição é antiga e surgiu em Coimbra, a Universidade mai antiga de Portugal. A alguns anos foi redescoberta, como uma forma de aproximar estudantes. Mas parece que isso não está funcionando muito bem. Nem todos tem dinheiro para comprar o traje e muitos não concordam com as regras da praxe, o que acaba dividindo ainda mais os universitários.
Aff, vou dividir o post em dois. Peraí. Haha
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Viajo con niños
A viagem foi cansativa, mas cheguei bem ao Porto.
Estou sem acesso a computador e internet por um preço razoável, então esse post não vai ser grande.
Esperamos 9 horas no Rio e perdemos o voo em Madrid, e esperamos lá mais quatro horas. Falamos em portunhol e inglês, e ganhamos o almoço da companhia aérea. Foi legal, apesar do cansaço.
A cidade do Porto é muito bonita. Meeesmo. E é super fácil se virar por aqui. O transporte coletivo é muito bom e auto informativo. Em todos os pontos tem avisos com os horários dos onibus e dos trajetos que passam por ali. As pessoas aqui ssao bem bacanas também, super receptivas. Todos para quem fiz perguntas me atenderam com a maior atenção. Super prestativos.
Já resolvi minha situação na Universidade e devo ir no Serviço de estrangeiros e fronteiras amanhã. Ganhei até chip de celular na Reitoria, TMN, no plano Moscha, que todo estudante tem. A vantagem é ligar ou mandar mensagem para outro Moscha é de graça. Ou seja, posso falar com todo mundo daqui sem pagar. =D
Bom, preciso ir arrumar a minha mala e minhas coisas no quarto. E por falar em quarto, o apê onde vou morar é lindinho pra caramba e as meninas são bem queridas. Comemos uma jantinha especial feita pela Ana Rita com receita da Mayra ontem, uma delícia, assim como o vinho, que aqui além de bom é baratinho.
Estou sem acesso a computador e internet por um preço razoável, então esse post não vai ser grande.
Esperamos 9 horas no Rio e perdemos o voo em Madrid, e esperamos lá mais quatro horas. Falamos em portunhol e inglês, e ganhamos o almoço da companhia aérea. Foi legal, apesar do cansaço.
A cidade do Porto é muito bonita. Meeesmo. E é super fácil se virar por aqui. O transporte coletivo é muito bom e auto informativo. Em todos os pontos tem avisos com os horários dos onibus e dos trajetos que passam por ali. As pessoas aqui ssao bem bacanas também, super receptivas. Todos para quem fiz perguntas me atenderam com a maior atenção. Super prestativos.
Já resolvi minha situação na Universidade e devo ir no Serviço de estrangeiros e fronteiras amanhã. Ganhei até chip de celular na Reitoria, TMN, no plano Moscha, que todo estudante tem. A vantagem é ligar ou mandar mensagem para outro Moscha é de graça. Ou seja, posso falar com todo mundo daqui sem pagar. =D
Bom, preciso ir arrumar a minha mala e minhas coisas no quarto. E por falar em quarto, o apê onde vou morar é lindinho pra caramba e as meninas são bem queridas. Comemos uma jantinha especial feita pela Ana Rita com receita da Mayra ontem, uma delícia, assim como o vinho, que aqui além de bom é baratinho.
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